
Indicador acumulou alta de 4,3 pontos percentuais desde o início de 2026, mas ficou estável ante agosto.
O Banco Central informou nesta quinta-feira (29) que a Dívida Bruta do Governo Geral chegou a 82,9% do Produto Interno Bruto em setembro de 2026, o equivalente a R$ 11,1 trilhões. O indicador acumulou alta de 4,3 pontos percentuais do PIB desde o início do ano.
Apesar do avanço no acumulado de 2026, a proporção da dívida em relação ao PIB permaneceu estável ante agosto, quando também era de 82,9%. Segundo o BC, a incorporação dos juros nominais foi o principal fator de alta ao longo do ano, com contribuição de 7,2 pontos percentuais.
As emissões líquidas de dívida acrescentaram 1,1 ponto percentual ao indicador. Em sentido contrário, o crescimento do PIB nominal reduziu a relação em 3,9 pontos percentuais, enquanto a valorização cambial teve impacto de menos 0,2 ponto percentual.
Na comparação mensal, os juros nominais elevaram a dívida em 0,8 ponto percentual do PIB. Os resgates líquidos de dívida e a variação do PIB nominal compensaram esse efeito, reduzindo o indicador em 0,4 ponto percentual cada.
Juros e resultado fiscal
A dívida bruta compreende as obrigações do governo federal, do INSS e dos governos estaduais e municipais. O relatório do BC também apontou que os juros nominais do setor público consolidado somaram R$ 107,5 bilhões em setembro, ante R$ 84,7 bilhões no mesmo mês de 2025.
No acumulado de 12 meses, as despesas com juros chegaram a R$ 1,205 trilhão, equivalente a 8,99% do PIB. No período encerrado em setembro do ano passado, eram R$ 984,8 bilhões, ou 7,86% do PIB.
O setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 5,5 bilhões em setembro, ante resultado negativo de R$ 17,5 bilhões no mesmo mês de 2025. Considerando também os gastos com juros, o déficit nominal alcançou R$ 113 bilhões no mês e R$ 1,275 trilhão no acumulado de 12 meses, equivalente a 9,51% do PIB.
Fonte: cnnbrasil.com.br, “Dívida bruta sobe 4,3 pontos do PIB em 2026 e chega a 82,9%, diz BC”
